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Ultrassom Mamário

Ultrassom Mamário

A ultrassonografia mamária é uma técnica usada para reproduzir imagens transmitidas por um transdutor que emite e reflete ondas sonoras até a mama. É baseada nos mesmos princípios envolvidos no sonar utilizado por morcegos e submarinos. Quando a onda sonora encontra um objeto, ela volta, dando eco. Medindo as ondas do eco é possível determinar a distância do objeto, seu tamanho, forma e consistência (se cheio de líquido, se sólido ou misto). O sistema de ultrassom converte as ondas sonoras, captadas pelo transdutor, que são medidas e mostradas instantaneamente por um computador que cria uma imagem em tempo real no monitor, a qual é interpretada pelo médico. A ultrassonografia mamária exige que se utilize transdutores de alta frequência, (maior que 7,5 MHz) e que o examinador seja experiente, pois sua interpretação depende muito deste fator. A ultrassonografia mamária é utilizada no diagnóstico e no acompanhamento de lesões e para a realização de biópsias com agulhas, pois ela mostra o local da lesão e orienta o médico sobre a área a ser biopsiada.
 
O Estudo Doppler
O estudo Doppler consiste de uma técnica ultrassonográfica que avalia o fluxo sanguíneo através dos vasos, podendo ser realizado para avaliar se há vascularização ou não em um nódulo mamário, o que pode, em alguns casos, fornecer informação adicional sobre a natureza do nódulo.
 
Como é feito o exame
A paciente se deita de costas, levanta os braços, pousando as mão sob a nuca. Em seguida é aplicado um gel transparente, à base de água, que sai facilmente após o exame, sobre a mama a ser examinada. O gel serve para conduzir o som, garantindo o contato entre a pele e o transdutor, evitando que o ar prejudique a passagem do som. O médico desliza o transdutor sobre a mama em várias posições, garantindo que todo o tecido mamário esteja sendo visto . O estudo Doppler é feito com o mesmo transdutor.
 
O que a paciente sente durante o exame
É um exame indolor. Geralmente só dói em áreas que já estejam com alguma sensibilidade aumentada, sendo bem tolerado pela maioria das mulheres. Após o exame o gel é retirado com toalha de papel ou tecido.
É necessário algum tipo de preparo antes de se fazer a ultrassonografia mamária?
Não. A paciente pode se alimentar normalmente. De preferência, vestir roupa de duas peças, pois é necessário tirar a blusa e o sutiã para a realização do exame. Normalmente as clínicas de exames oferecem aventais apropriados para serem vestidos durante o exame, mas é mais fácil estar com roupa de duas peças.
 
Quanto tempo demora um exame de ultrassom das mamas?
O exame de ultrassom das mamas demora geralmente de 15 a 30 minutos.
 
A ultrassonografia mamária é indicada para todas as mulheres?
Não. Na mulher jovem, antes dos 30 anos de idade, é o primeiro exame (depois do exame clínico, feito pelo médico no consultório), que é solicitado, caso o médico ou a paciente sintam alguma alteração em suas mamas. Nas demais mulheres, após os 40 anos de idade, é feita após a mamografia, nos casos indicados, por ser o método auxiliar da mamografia, de menor custo e o mais acessível.
 
Qual o tipo de mama que é mais beneficiado pela ultrassonografia?
É a mama densa na mamografia, aquela que tem pouco tecido gorduroso. Por que? Porque a mama é constituída de tecido glandular, conjuntivo e adiposo, além de vasos sanguíneos e nervos. O que dá o contraste na mamografia, ou seja, o que faz com que a mamografia fique "mais transparente" e mostre a lesão, é o tecido gorduroso. Se tiver pouco deste tecido, a mama fica pouco transparente e pode obscurecer uma lesão, às vezes até palpável. A ultrassonografia pode demonstrar a lesão e ainda dizer se ela é cística (se contém líquido), se é sólida, ou ainda, se é mista (cística e sólida).
 
A ultrassonografia pode substituir a mamografia?
Não, porque a mamografia é o único método já comprovado, por múltiplos estudos, que pode diminuir a taxa de mortalidade por câncer de mama, apesar de também não conseguir detectar todos os cânceres. Por que? Porque ela é a única a conseguir detectar microcalcificações, que são diminutas imagens calcificadas, que dependendo de sua forma e distribuição na mamografia, podem indicar a presença de um câncer inicial, com grande potencial de cura. As microcalcificações, por serem muito pequenas, geralmente não podem ser detectadas pelo ultrassom, a não ser quando se encontram dentro de nódulos.
 
A ultrassonografia pode predizer se uma lesão é benigna ou maligna?
Existem características de imagem na ultrassonografia que podem sugerir benignidade ou malignidade, mas ocorre que algumas lesões apresentam características suspeitas de malignidade e são benignas e vice-versa. O médico, ao dar o laudo da ultrassonografia, classifica a lesão de acordo com um sistema internacional de dados e laudos, chamado BI-RADS® ( Breast Imaging Reporting and Data System) que tem sete categorias:
 
O: Quando são necessários exames adicionais para elucidar o achado, como a mamografia ou a ressonância magnética;
1: Quando não há nenhum achado;
2: Quando os achados são benignos;
3: Quando os achados são quase certamente benignos, necessitando controle com ultrassom em um período curto, geralmente de seis meses;
4: Quando deve-se considerar fazer a biópsia, existindo subcategorias A, B e C, dependendo do grau de suspeita;
5: Quando a lesão é quase certamente maligna, devendo ser submetida a biópsia;
6: quando a lesão maligna já foi biopsiada e se está examinando de novo para reavaliação ou para controle durante quimioterapia feita antes da cirurgia (a quimioterapia neoadjuvante) realizada em alguns casos indicados.
 
Quando a mamografia é feita em um dia e a ultrassonografia em outro e a categoria BI-RADS® é diferente nos dois exames, como o médico deve interpretar?
Quando as categorias variam entre 1 e 2, nada muda. Quando a categoria foi 0 na mamografia, solicitando o ultrassom, a categoria vai mudar, pois o ultrassom geralmente vai elucidar o achado encontrado na mamografia e vai dar a categoria final. Quando a categoria em um exame é discrepante do outro, vale a categoria mais alta, a não ser que um achado suspeito no ultrassom, como a necrose gordurosa, se mostre típico de benignidade na mamografia, desfazendo a confusão. Assim , tudo vai depender do contexto, devendo ser explicado no laudo, pelo examinador.
 
A ultrassonografia mamária pode ser feita, como a mamografia de rastreamento, periodicamente?
A ultrassonografia não tem radiação ionizante, podendo ser realizada sem riscos para a paciente, quantas vezes forem necessárias, além de ser um exame de baixo custo. Ocorre que, por não detectar microcalcificações e por ser muito operador-dependente, não é um método que a literatura médica atual recomenda como rastreamento periódico. Entretanto, múltiplos estudos já demonstraram que a ultrassonografia mamária realizada em mamas densas pode detectar cânceres pequenos, não vistos na mamografia. O problema é que a utilização da ultrassonografia mamária em massa, como rastreamento na população geral, acarretaria muitas biópsias desnecessárias por detectar imagens que podem parecer suspeitas e não terem significado patológico. Assim, o ideal seria a realização da ultrassonografia mamária complementar à mamografia na mama densa, especialmente nas mulheres com risco aumentado para câncer de mama, não havendo entretanto, recomendação oficial específica desta conduta, devido ao exposto acima.
A ressonância magnética é mais sensível que a ultrassonografia para detectar câncer, mas pode não estar disponível para todas as mulheres. Se o rastreamento for feito com a ressonância magnética, a ultrassonografia não é necessária. Entretanto, o ultrassom pode ser utilizado, após a ressonância magnética, com "second look", para caracterizar anormalidades encontradas na ressonância e guiar biópsias.
 
A ultrassonografia mamária pode ser utilizada como rastreamento para os seguintes grupos de mulheres:
As que são de alto risco e não podem ser submetidas a ressonância magnética por algum motivo;
Mulheres grávidas ou que não possam ser submetidas a raios-X ( necessário na mamografia).
 
A ultrassonografia mamária pode guiar todas as biópsias de mama?
A ultrassonografia mamária pode guiar todas as biópsias ou marcações pré-cirúrgicas de lesões que são vistas no ultrassom. Lesões que são vistas só na mamografia são guiadas pela estereotaxia e lesões vistas só na ressonância magnética são guiadas somente por este método. Deve-se lembrar que uma nova ultrassonografia deve ser realizada para planejar o procedimento e determinar se este método pode ser utilizado para guiar o procedimento, especialmente se o exame foi feito em outro serviço.
 
A ultrassonografia mamária pode ser feita em homem?
Sim, para avaliar nódulos e guiar procedimentos intervencionistas com agulha. Entretanto, o melhor método para diferenciar ginecomastia (crescimento do parênquima mamário em homem) e lipomastia (aumento da mama às custas de tecido adiposo) é a mamografia.
 
Benefícios da Ultrassonografia Mamária
É disponível em quase todos os lugares e tem um custo menor que os outros métodos
Não utiliza radiação ionizante
Pode mostrar nódulos que podem não ser vistos na mamografia, especialmente em mamas densas
Pode ajudar a detectar e classificar lesões que não podem ser interpretadas só com a mamografia
Pode demonstrar que muitas áreas de dúvida ao exame clínico representam tecido normal ou cistos, que são alterações benignas
Proporciona imagens em tempo real, sendo uma boa ferramenta para guiar biópsias percutâneas
É o método de escolha para mulheres abaixo dos 30 anos de idade
 
Riscos da Ultrasssonografia Mamária
A ultrassonografia diagnóstica não oferece riscos deletérios aos seres humanos
A interpretação da ultrassonografia pode levar a procedimentos adicionais como controle, punções ou biópsias
 
Quais são a limitações da Ultrassonografia Mamária?
Não substitui a mamografia e o exame clínico cuidadoso
Muitos cânceres, especialmente os que se manifestam só com microcalcificações, não são vistos na ultrassonografia
A ultrassonografia mamária pode levar a indicação de biópsia para determinar se uma anormalidade é câncer, ou não, e a maioria demonstra não ser câncer
É importante que o ultrassonografista tenha experiência e conheça a patologia mamária, pois as imagens são obtidas em tempo real e a detecção da lesão é muito operador-dependente.

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